
História
A Banda Marcial de Fermentelos, Filarmónica Fermentelense, Banda Velha ou ‘Rambóia’ como é carinhosamente conhecida, foi fundada em 1868, pelo Padre Alexandre Moreira da Silva Vidal, e tem sede na freguesia de Fermentelos, concelho de Águeda.
Do brilhantíssimo palmarés que conquistou nestes 146 anos de actividade ininterrupta, recordam-se as participações nos certames musicais que regularmente se realizaram nas décadas de 30 a 50 do século passado, em todo o distrito de Aveiro. Participou inúmeras vezes em festivais organizados pela então designada FNAT- Fundação Nacional para a Alegria no Trabalho, ficando célebres as actuações realizadas em Coimbra, Aveiro e Porto.
Deixam, igualmente grata recordação os concertos no Pavilhão dos Desportos em Lisboa, no Festival de Vigo (1983), no Parlamento Europeu, em Estrasburgo (2000), nos ciclos intitulados “Bandas em Concerto” organizados pela Delegação Regional de Cultura do Centro (2006, 2007, 2008 e 2011), nos Festivais Internacional de Bandas Amadoras em Cascais (2001), Ibérico de Bandas Civis em Palmela (2002), Internacional de Bandas e Fanfarras de Alhandra (2003) e Certame Internacional de Bandas de Boqueixon (2008 e 2009).
Da sua participação em concursos de bandas, destacam-se o 3o Prémio na Categoria I obtido no 1o Concurso Internacional de Vila Franca de Xira (2006), assim como o 2o lugar na Secção em que participou (a 2a) alcançado no 123o Certame Internacional de Bandas de Música “CIDADE DE VALÊNCIA – 2009”. Foi a primeira banda filarmónica amadora a actuar na Sala Guilhermina Suggia, da Casa da Música no Porto (2007)”, a convite do seu Director Artístico. Em 2008 participou no concerto intitulado "Alma - Cantata Profana", da autoria do Maestro Luís Cardoso, um tributo de homenagem ao político aguedense Manuel Alegre, concerto este que contou com a participação da mezzo-soprano Margarida Reis e dos oito grupos corais do concelho de Águeda, em espectáculos que juntaram no mesmo palco cerca de 450 pessoas. Do seu historial constam já 9 registos discográficos: “Banda Velha” (1999), “Rambóia” (2000), “Marcial de Fermentelos” (2005), “The Music Of Luís Cardoso” (2007), “Alma – Cantata Profana” (2008), “123o Certamen de Bandas de Musica de Valencia” (2009), “Honoris Causa” (2011), “Flores de Papel” (2013), e “1868” (2018).
A Marcial oferece uma vasta gama de repertório, desde o mais popular (que inclui marchas, rapsódias, obras ligeiras e transcrições de orquestra), até ao mais clássico (que inclui obras contemporâneas para banda, algumas das quais exclusivamente compostas para a instituição).
No ano de 2009 procedeu também à apresentação do livro “A RAMBÓIA”, da autoria do jornalista e escritor Alfredo Barbosa, que conta a história dos 140 anos da colectividade mais antiga do concelho de Águeda.
A formação actual da Banda Marcial de Fermentelos integra cerca de setenta elementos, a maioria dos quais inicia a sua formação na Escola de Música da instituição, dando-lhe sequência em conservatórios, escolas profissionais e universidades, quer nacionais quer estrangeiras, surgindo como valores que, como docentes, servem por todos o país em escolas de música, orquestras sinfónicas, bandas civis e militares, e toda uma vasta panóplia de agrupamentos musicais de elevado nível com os quais colaboram.
O interesse cultural da programação das suas actividades vem sendo sucessivamente reconhecido desde 2008 pelo governo da república, para efeitos de mecenato cultural.
Desde Julho de 2015 tem como director artístico e maestro principal Hugo Oliveira.
Regulamento de Honras Fúnebres e Homenagem a Falecidos
Orgãos Sociais
Assembleia Geral
Presidente: Dr. Brito António Rodrigues Salvador
Vice-Presidente: Artur Jorge Simões Neves
Secretário: Fausto Pires de Lemos (executante)
Conselho Fiscal
Presidente: Vítor dos Santos Rodrigues
Vice-Presidente: João Paulo Nolasco Lemos
Secretário:Sérgio Carlos Vasconcelos (Executante)
Relator: Artur da Rosa Cardoso (Executante)
Relator: Gilberto de Jesus Pires (Executante)
Direcção
Presidente: João Paulo Simões Dias
Vice-Presidente: Hélder Francisco Melo da Rosa (Executante)
Vice-Presidente: Gabriel Figueiredo Duarte
Tesoureiro: Cátia Martins Nolasco (Executante)
Director: António Fernandes Dos Santos Agostinho
Director: Maria Teresa Dias Carvalho
Director: Renata Diaz Brigeiro (executante)
Director: Paulo Ricardo Vasconcelos Marques (executante)
Director: Frederico Abrantes Duarte
Património
A Banda Marcial de Fermentelos é proprietária de vários recursos físicos móveis e imóveis:
- Edifício Sede com 3 pisos, cujo rés-do-chão se encontra sob aluguer como fonte de financiamento da instituição. No 1º andar há um auditório, composto por sala com capacidade para cerca de 200 pessoas na plateia, e palco para ensaios e concertos com capacidade para cerca de 80 elementos em palco. Existem ainda mais 3 pequenas salas, sendo uma destinada a arquivo, outra para equipamento de reprografia e uma outra para reuniões. No piso intermédio existem 4 salas, sendo uma destas destinada ao serviço de secretaria de apoio ao corpo docente da Escola de Música. As outras três salas estão acusticamente preparadas para o ensino de música, sendo duas destas para aulas de instrumento e uma outra para aulas de formação musical. No último andar existe um salão de festas com capacidade para 300 pessoas, dotado de bar e de uma pequena cozinha, e bem assim de um palco com capacidade para 30 elementos, ladeado por duas pequenas salas de apoio.
- Os instrumentos, acessórios, partituras, estantes, fardamentos e veículos de transporte de material usados nas actuações e na escola de música são, salvo raras excepções, propriedade da instituição, existindo ainda um acervo de instrumentos antigos, guardados com objectivo de construir um museu da instituição.
- Viatura automóvel para transporte de instrumental.
- O Arquivo Musical é constituído por uma grande quantidade de obras manuscritas e impressas, na sua maioria partituras e partes para Banda Filarmónica ou agrupamento de igreja. Contém também manuais de ensino, métodos e partituras de orquestra sinfónica e música de câmara. Por não ser ainda possível determinar ao certo o número de obras arquivadas, sabe-se no entanto, que, estando catalogado até ao final de 2003 um acervo de 547 obras, pela comparação do volume restante prevê-se uma quantidade aproximada de 2000 entradas.
- Integra ainda o património da instituição, o edifício que funcionou como primeira sede institucional da colectividade, o qual não possui, neste momento, condições de utilização, face ao estado de deterioração em que se encontra.

