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Festa de encerramento e audição de final de ano lectivo da Escola de Música

Vai realizar-se no próximo dia 27 de Junho um almoço de confraternização que assinalará o encerramento do ano lectivo da Escola de Música da Banda Marcial de Fermentelos.

O evento terá lugar no Parque das Tílias, em Fermentelos, com início previsto para as 12.30h.

Para além dos professores, alunos, pais, encarregados de educação e familiares, o almoço é aberto à família da Rambóia, cabendo a cada participante levar prato, talher e copo para utilização própria, e bem assim bebida e sobremesa para colocação em mesa colectiva.

A refeição, que fica assegurada pela direcção, tem um custo de 5 marciais por adulto, sendo de todo o interesse que as confirmações sejam feitas até ao próximo dia 23, para o e-mail marcialdefermetelos@gmail.com ou pelos telemóveis 967229446 ou 913615595.

Haverá uma TShirt alusiva ao evento para os inscritos.

Na noite do mesmo dia, na sede da colectividade e a partir das 21.30 horas, realiza-se pelo segundo ano consecutivo a audição dos alunos da Escola de Música da Banda Marcial de Fermentelos, naquela que é uma oportunidade para os jovens músicos da Marcial apresentarem o trabalho desenvolvido durante o ano, quer a solo ou em grupos corais ou instrumentais, dos vários graus e níveis de aprendizagem, realizando-se igualmente um pequeno concerto da Banda Juvenil acompanhada pelo Coro Infantil.

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Marcial de Fermentelos no São João de Braga

As Festas de São João, sendo embora de cariz profano-popular, têm raíz religiosa, desde logo em torno da figura de São João Baptista, descrita nos textos bíblicos em fugaz relance biográfico, designadamente no que se refere à sua intervenção na vida e doutrina de Jesus, que anunciou e reconheceu como verdadeiro Messias.

Esta personagem religiosa é hoje festejada através de inúmeros elementos característicos dos cultos pagãos que ao longo dos séculos se têm infiltrado nas práticas religiosas, o que permite compreender que as Festas de São João de Braga tenham algumas características que associam o precursor ao divertimento.

O São João de Braga é, assim, uma festa popular, que tem lugar no mês de Junho em Braga, e que celebra o nascimento de São João Batista. O culminar da festa é na noite de 23 para 24 de Junho.

O evento, que continua a ser o maior acontecimento da cidade e município, tem este ano como grandes novidades do programa o festival aéreo, recordando o que sucedeu há um século, e uma exposição sobre a história de São João da autoria de Evandro Lopes.

Neste ano de 2015 a Banda Marcial de Fermentelos volta a estar presente nas festas de São João de Braga, um registo que terá o seu primeiro momento alto logo pela manhã do dia 23, com a participação da Marcial na cerimónia do hastear das bandeiras oficiais, nos Paços do Concelho, perante as digníssimas autoridades civis, militares e religiosas; o outro momento alto ocorrerá mais tarde, já durante a noite e até às 3.00h da madrugada do dia 24, com a actuação da Banda Velha num concerto, em despique com a Banda Musical de Arouca.
Um dos pontos centrais é em torno da Capela de S. João da Ponte, edificada no século XVI a mando de D. Diogo de Sousa.

Apesar dos mais antigos documentos datarem do século XIV é provável que estes festejos tenham origem prévia.

A cidade é extensamente decorada, desde as mais importantes ruas do centro histórico, passando pela principal artéria da cidade, a Avenida da Liberdade, e culminando no parque da Ponte.

Na noite de São João milhares de pessoas ocupam as ruas da cidade com martelinhos e o alho porro. O rio Este, que cruza pela Avenida da Liberdade, serve de palco a tradicionais quadros bíblicos referentes a São João Batista. De um dos lados da ponte está representado o baptismo de Cristo e do outro lado S. Cristóvão, com o menino Jesus aos ombros, sobre as águas do Este.

O resto do programa cumpre a tradição - e é bom que ela não se perca - e faz das sanjoaninas bracarenses as mais importantes de Portugal.

Nesta ocasião, Braga é cavaquinhos, folclore, bombos, cabeçudos, música popular, arcos de romaria, santos no rio, Rei David e pastores, procissão e ervas de cheiro!

Os interessados em acompanhar a Marcial ao São João de Braga podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Marcial presente na procissão do Sagrado Coração de Jesus, em Fermentelos

O Sagrado Coração de Jesus é uma das três solenidades do Tempo Comum, dentro da Liturgia da Igreja Católica, comemorada na segunda Sexta-feira, após a solenidade de Corpus Christi. Esta devoção, que também é cultivada pela Igreja Católica ao longo de todas as primeiras sextas-feiras de cada mês, consiste na veneração do Coração de Jesus, do mais íntimo de Seu amor.

A origem desta devoção deve-se a Santa Margarida Maria de Alacoque, uma religiosa de uma congregação conhecida como Ordem da Visitação.

A Santa Margarida Maria teve extraordinárias revelações por parte de Jesus Cristo, que a incumbiu pessoalmente de divulgar e propagar no mundo esta piedosa devoção. Foram três as aparições de Jesus: A primeira, deu-se a 27 de Dezembro de 1673, a segunda em 1674 e, a terceira, em 1675. Mais tarde, outra religiosa, a Beata Maria do Divino Coração, condessa de Droste zu Vischering, a partir de Portugal estendeu a esta devoção a todo o Mundo por meio de um acto de consagração solene pedido ao Papa Leão XIII.

Jesus deixou doze grandes promessas às pessoas que, aproveitando-se da Sua Divina Misericórdia, participassem das comunhões reparadoras das primeiras sextas-feiras. Disse Ele, numa dessas ocasiões a Santa Margarida Maria: "Prometo-te, pela Minha excessiva misericórdia e pelo amor todo-poderoso do meu Coração, conceder a todos os que comungarem nas primeiras sextas-feiras de nove meses consecutivos, a graça da penitência final; não morrerão em minha inimizade, nem sem receberem os sacramentos, e Meu Divino Coração lhes será seguro refúgio nessa última hora".

Não se sabe quem compôs a lista com as 12 promessas do Sagrado Coração de Jesus, tiradas das revelações de Nosso Senhor a Santa Margarida Maria de Alacoque. Sabe-se só que são fidedignas – as promessas estão de facto contidas nas revelações – e que o trabalho anónimo foi de grande mérito e utilidade.

O Sagrado Coração de Jesus é uma das festividades organizadas pela paróquia de Fermentelos, com a participação da Banda Marcial de Fermentelos.

Este ano a procissão terá lugar na manhã de domingo, 14 de Junho de 2015, cerca das 11.00h.

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Marcial em Paços de Ferreira

O Dia do Corpo de Deus era um feriado nacional religioso móvel, que se celebrava na segunda quinta-feira a seguir ao domingo de Pentecostes (60 dias após a Páscoa).

A partir de 2013 o governo da república decidiu que o Dia do Corpo de Deus deixasse de ser feriado, pelo menos até 2017, altura em que a decisão sobre os feriados será revista, passando as festas religiosas do Corpo de Deus a ser celebradas nos domingos seguintes, à semelhança do que já acontece em muitos países da Europa.

Corpo de Deus vem do latim Corpus Christi. É uma "festa de guarda" com vários séculos, onde os católicos devem participar, indo à missa. O Corpo de Deus é uma celebração católica que tem como fim celebrar o mistério da Eucaristia, o sacramento do corpo e do sangue de Jesus Cristo.

Neste dia é também comum a Igreja celebrar as primeiras comunhões e comunhões solenes de crianças e jovens.

Em várias localidades do país realizam-se procissões e festas religiosas neste dia. As ruas são decoradas com flores e em algumas localidades são colocados tapetes florais no chão para a procissão passar.

Uma das localidades que comemora o Corpo de Deus é Paços de Ferreira, onde a Banda Marcial marcará presença este ano, no próximo domingo, dia 7 de Junho, e que em despique com a congénere local actuará desde as 14.00h até à 01.00h da madrugada.

Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Banda Marcial em Fragoso (Barcelos)

O topónimo da freguesia - Fragoso - deriva das características naturais do terreno demarcado por muitas fragas e barrancos.

Quanto às suas origens não é possível definir qualquer data que as situe no tempo.

Apenas podemos referir, como documento mais antigo e importante da sua história, a Carta de Doação de Couto concedida por D. Afonso Henriques à Ermida de S. Vicente de Fragoso, no ano de 1127.

Dentro do espaço delimitado na Carta, além da freguesia de S. Vicente, encontrava-se também a de S. Pedro e ainda parte do lugar de Cardoso, nos limites de Tregosa. O antigo território do Couto constitui hoje a freguesia de S. Pedro Fragoso.

Nesta freguesia do concelho de Barcelos, realizam-se as grandiosas festividades em honra de Nossa Senhora do Livramento no último fim-de-semana do mês de Maio.

As origens da devoção a Nossa Senhora do Livramento perdem-se no tempo, numa tradição com muita história, sendo que o primeiro documento que comprova a existência da romaria remonta a 7 de Maio de 1724.

Apenas se sabe que, desde tempos imemoriais, as mães parturientes recorriam a esta Santa esperançadas num parto bem sucedido e que, durante a guerra colonial, os pais pediam que os seus filhos não fossem destacados para África.

É uma grande festa, cheia de música e de variadas atracções, fazendo deslocar a Fragoso muitos romeiros e visitantes que, movidos por grande fé e devoção, cumprem as suas promessas.

Do variado programa de festejos, destacam-se os andores de flores naturais, obra de cada um dos lugares da freguesia; os concertos executados pelas melhores bandas filarmónicas; e as sessões de fogo preso e de artifício, sempre de muita qualidade e muito brilho.

A comissão de festas espera ter quatro mil fiéis nas festividades que se iniciam na próxima sexta-feira à noite e que terminam no domingo, com a procissão, ponto alto das comemorações.

Os devotos desfilam com os andores pelas ruas próximas da Igreja. A maior parte dos romeiros coloca-se ao lado da estrada, formando alas por onde a procissão passa.

Em 2008 as festividades foram marcadas pela polémica. Foram múltiplas as reuniões e abaixo-assinados contra o pároco, depois de este sugerir a venda de dois quilos de ouro oferecidos por devotos à Senhora do Livramento, dando início ao que já chamaram de ‘guerra santa’.

No próximo domingo, dia 31 de Maio, as Festas em honra de Nossa Senhora do Livramento contarão com a participação da Banda Marcial de Fermentelos e da Banda de Música de Amares, que em despique actuarão em concerto entre as 14.30 horas e a 1.00 da madrugada.

Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Filarmónicas fermentelenses de mão dada no orçamento participativo / 2015

São inúmeros os benefícios da música na vida dos cidadãos, enquanto meros ouvintes e sobretudo enquanto executantes, contribuindo enormemente para o engrandecimento cultural e para a coesão social das comunidades em que inserem. Desde tempos quase imemoriais, Fermentelos tem tradições musicais arreigadas, com especial destaque para a filarmonia, não havendo porventura qualquer família que não tenha alguém que seja ou tenha sido executante.

As inúmeras atuações em instalações ou praças locais, muito frequentadas, mas essencialmente as atuações por todo o país, continental e insular, e as realizadas em países estrangeiros, tradicionalmente em localidades com grandes comunidades de emigrantes lusitanos, têm contribuído para a afirmação da dinâmica local e concelhia.

As coletividades representadas pelos proponentes desta proposta – a “Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos” (ACRBNF) e a “Banda Marcial de Fermentelos” (BMF), respetivamente – dispõem de salas de espetáculo, apetrechadas capazmente, onde, de forma regular e várias vezes ao ano, são realizadas atuações, que, quase invariavelmente, esgotam as suas capacidades.

A cultura, e de forma particular a cultura musical é, assim, em Fermentelos, um verdadeiro bem social, de importância primordial para as suas gentes, mas que deve estar ao alcance de todos os cidadãos, sem que nenhum grupo da população possa sentir-se excluído.

Contudo, atualmente, a cultura musical ainda não é uma atividade acessível a todos os cidadãos, com especial ênfase nas pessoas com mobilidade condicionada ou com outras limitações de natureza motora.

De facto, os referidos equipamentos localizam-se em pisos não-térreos, sem facilidades de acesso para pessoas com condicionantes de mobilidade, constituindo este facto um impedimento à participação plena e generalizada nos eventos culturais realizados, entre outras dificuldades logísticas.

Neste contexto, tendo presente o regulamento aprovado e publicitado, pela Câmara Municipal de Águeda, as filarmónicas fermentelenses apresentaram uma proposta conjunta com vista ao fornecimento e instalação de plataformas elevatórias em ambas as coletividades.

É entendimento das colectividades proponentes de que este projeto se enquadra nas áreas de intervenção enumeradas no ponto 2 do Artigo 21º, mais concretamente nas alíneas c) e g), denominadas “cultura” e “acessibilidade e mobilidade suave”, respetivamente.

Cada cidadão - com 16 ou mais anos, natural e/ou residente no concelho - desde que registado na Plataforma Participativa (http://orcamentoparticipativo.cm-agueda.pt/), pode identificar a proposta que considera prioritária, atribuindo-lhe um ponto, até ao dia 31 de Maio.

Os resultados deste período de pontuação pública (cinco das propostas vão passar para análise técnica), serão conhecidos a 8 de Junho, após a recolha de propostas nas Sessões Participativas que se estão a realizar nas 11 freguesias.

O Orçamento Participativo visa reforçar a participação dos cidadãos, fomentando uma sociedade civil forte, activa e criativa, no caminho de um desenvolvimento sustentável do concelho e da promoção da qualidade de vida.

A proposta em causa é a única de cariz cultural de entre as 21 propostas apresentadas para o Orçamento Participativo de Águeda.

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Marcial de Fermentelos em Barrosas (Felgueiras)

Na vila de Barrosas, que foi concelho no séc. XIX e guarda vestígios de um passado glorioso, é imprescindível visitar o burgo setecentista, admirar o bonito Cruzeiro, e descansar no Largo do Bom Jesus de Barrosas, que mereceram a classificação de imóvel de interesse público; e depois, subir e visitar a Igreja do Mosteiro, de onde pode apreciar-se a paisagem envolvente que é deslumbrante.

Conta a lenda, que no séc. XVIII, Cristo apareceu a um pobre pastor que emigrou para o Brasil para conseguir amealhar o suficiente para mandar construir uma capelinha, que mais tarde dá lugar a um imponente santuário.

É neste santuário que se celebram no domingo e segunda-feira de Pentecostes as Festas dedicadas ao Espírito Santo, que atraem milhares de romeiros de toda a região.
O Espírito Santo em Barrosas é uma grande festa e é possivelmente a mais antiga do concelho.
Na próxima segunda-feira, dia 25 de Maio, as Festas do Espírito Santo contarão com a participação da Banda Marcial de Fermentelos e da sua congénere de Famalicão, que em despique actuarão em concerto durante a tarde e até às 20.30 horas.
Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Marcial regressa a Vila Mou (Viana do Castelo)

Vila Mou, uma pequena freguesia, mas de gentes acolhedoras e simpáticas, dona de uma paisagem maravilhosa banhada pelo Rio Lima, de águas límpidas e tranquilas; reza a lenda que o Rio Lethes possuía o poder de enfeitiçar através da sua beleza todos os que ousassem olhá-lo.

Em 135 AC, Décios Junos Brutos, comandando o seu exército de romanos atingiram as margens espanholas do Rio Lima, a caminho das suas conquistas em terras lusas; contudo a beleza do lugar e do rio apavoraram os soldados, fazendo-os acreditar que se tratava do Rio Lethes. E apesar das ordens do seu comandante para atravessar o rio, os soldados não arredavam pé do lugar, e então o comandante para provar que era um rio normal, decidiu ser o primeiro a atravessá-lo levando consigo unicamente o estandarte das águias de Roma. Chegando à outra margem, virou-se para os seus soldados dizendo que não se tinha esquecido de nada, provando-o dizendo o nome de cada soldado, e assim feito os soldados decidiram-se a atravessar o Rio Lima.

A Junta de Freguesia de Vila Mou presta desta forma a devida homenagem a este rio de singular beleza, que já foi uma das principais vias de comunicação e transporte para a freguesia e para a região, e isto em tempos não muito longínquos. Quem não se recorda de ouvir os seus avós e pais contarem histórias dos Água-arriba.

Os barcos Água-arriba ou Riba-acima do Rio Lima, já não existem. Estas grandes embarcações destinadas ao tráfego fluvial no rio Lima desde Viana do Castelo até à vila de Ponte da Barca desapareceram, fruto do progresso, das estradas, das pontes, dos transportes que aproximaram as pessoas e encurtaram distâncias. O rio deixou de ser lugar de fronteira ou desunião, o barco deixou de ser preciso, ficou condenado ao progressivo abandono e conseguinte desaparecimento. Estes barcos de Água-arriba destinavam-se ao transporte de mercadorias diversas sendo a madeira a principal. Transportavam também vinho, mercearias, carvão, cal, sal, etc, tudo o que fosse preciso. Também se destinavam a fazer as romarias nos dias de festas e feiras transportando pessoas e mercadorias para feirar.

É aqui, exactamente aqui, que a Banda Marcial de Fermentelos estará, marcando presença nas festividades em honra de Nª Srª da Encarnação, onde actuará ao lado da sua congénere de Ponte de Lima a partir das 14.00h do dia 24 de Maio, domingo, actuando durante a tarde e até à 1 da madrugada.

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Banda Marcial de Fermentelos em Vila Franca do Lima (Viana do Castelo)

Vila Franca do Lima, freguesia do concelho de Viana do Castelo, volta a conhecer grande animação no segundo fim de semana de Maio, com mais uma edição da sua grandiosa Festa das Rosas, que mantém com profundo orgulho há cerca de quatrocentos anos, contando-se que foi iniciada em 1622 pelos frades do Convento de São Domingos, fundadores nesse ano da Confraria de Nossa Senhora do Rosário, em Viana do Castelo.

O ponto alto das festividades é o imponente cortejo em que as mordomas transportam artísticos cestos floridos, à cabeça, por ocasião da procissão em honra de Nossa Senhora do Rosário, por ali também designada de Nossa Senhora das Rosas.

Além de rosas, os cestos são enfeitados com outras flores, folhagens e plantas do campo, presas com alfinetes, exibindo desenhos e decoração que representam, entre outras figurações, paisagens, solares, monumentos, brasões, motivos religiosos, e o nome da respectiva mordoma.

A ornamentação floral é tão rica que chegam a ser necessários cerca de três quilos de alfinetes para a prender, havendo cestos com peso de mais de cinquenta quilos.

Cada mordoma, auxiliada por familiares e amigos, procura que o seu cesto seja o mais bonito, daí que se entregue, na semana anterior aos festejos, à encantadora e habilidosa tarefa de bordar maravilhosas obras de arte. É uma habilidade e um gosto que se criaram de geração em geração entre os filhos da terra, desde o engenheiro ao simples agricultor. Por tradição, as mordomas são jovens que completaram ou completam os 19 anos de idade no ano em que a romaria se realiza. Transportam os cestos em dois momentos da festa: no sábado, com a apresentação dos cestos, levando-os de casa para a igreja, e no domingo, na procissão, exibindo-os pelas ruas principais da aldeia, cada uma acompanhada por mulheres e homens para a auxiliarem.

Realizada religiosamente na segunda semana de Maio, mês mariano, esta festa, onde a rosa é rainha, dá início ao ciclo das romarias do distrito de Viana do Castelo, atraindo todos os anos a Vila Franca do Lima milhares de visitantes, provenientes de diversos pontos do país, utilizando centenas de autocarros de excursão e muitas viaturas ligeiras.

Assim voltará a ser no próximo sábado, dia 9 de Maio, com a presença da Marcial de Fermentelos e da Banda de Música de Famalicão, que em despique actuarão em concerto desde as 10.00 horas até à 1.00 hora da madrugada.

Os interessados em acompanhar a Marcial de Fermentelos às Festas das Rosas em Vila Franca do Lima, podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Marcial de Fermentelos realiza 2º Festival Juvenil de Música

Vai ter lugar no próximo dia 3 de Maio, domingo, o 2º Festival Juvenil de Música, com a participação do da Orquestra Juvenil da Junta de Freguesia de Valado dos Frades (Nazaré), Banda Juvenil da Marcial de Fermentelos e Orquestra do Regime Articulado do Conservatório de Música de Aveiro (Calouste Gulbenkian).

Com entrada livre, o evento terá lugar a partir das 16.30 horas no auditório da Junta de Freguesia de Fermentelos, entidade parceira da organizadora Banda Marcial de Fermentelos.

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Banda Marcial de Fermentelos presente em Vilar de Figos (Barcelos)

Realiza-se todos os anos em Vilar de Figos, freguesia do concelho de Barcelos, a tradicional Festa das Rosas em honra de Nossa Senhora do Rosário.

Segundo reza a lenda estas festividades tiveram início num ano de muita seca.

Os campos não produziam, os animais e as pessoas quase morriam de sede. Então, os habitantes de Vilar de Figos e os de Faria juntaram-se para rezar pedindo à Nossa Senhora que lhes mandasse chuva. No fim de oito dias de intensas orações os de Vilar de Figos foram em procissão a Faria sempre a rezar.

Lá, organizaram uma grande procissão com os habitantes das duas freguesias onde carregaram o andor da Nossa Senhora do Rosário e cantavam, rezavam à Senhora a pedir a tão desejada chuva. Eis que ao chegarem a Vilar de Figos começou a chover, mas a chover de tal maneira, que apressadamente guardaram o andor de costas voltadas para fora da Igreja e foram todos para as suas casas chamando à chuva "rosas".

Passado uns dias, os habitantes de Faria foram buscar a imagem da Nossa Senhora do Rosário, mas que ela apesar de ser uma imagem pequena, ficou tão pesada que não a conseguiram levar de volta para Faria. Depois de várias querelas entre os habitantes de Vilar de Figos e de Faria, a contenda foi resolvida com a realização de uma procissão todos os anos, no último domingo de Abril, com belos tapetes de flores e outros enfeites de flores, em honra da Nossa Senhora do Rosário.

Estas festividades são visitadas por milhares de pessoas, que vêm admirar as belas obras de arte confeccionadas pelas senhoras e meninas desta terra que são únicas na região e também para assistirem aos excelentes espectáculos musicais.

Este ano, no próximo dia 26 de Abril, pelas 8.30 horas, darão entrada no terreiro de Vilar de Figos, ricamente ornamentado, a Marcial de Fermentelos e a Marcial de Freamunde subindo de seguida aos coretos onde exibirão algumas peças dos seus repertórios.

A partir das 15.00 horas haverá terço e sermão por um distinto orador Sagrado. Em seguida sairá uma deslumbrante procissão com vários andores e dezenas de figurados, acompanhados pelo típico carro das rosas, espalhando por todo o percurso lindas e perfumadas flores.

No final, terá início um interessante debate musical tocando alternadamente as Marciais de Fermentelos e de Freamunde, as mais belas peças dos seus valiosos repertórios, até ao "por do sol", altura em que será lançada uma sessão de fogo de artifício, dando assim por encerradas as festividades deste ano.

Os interessados em acompanhar a Marcial de Fermentelos às Festas das Rosas em Vilar de Figos, podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Marcial de Fermentelos em Padim da Graça (Braga)

No próximo dia 12 de Abril, domingo de Pascoela, as Festas em honra de Nossa Senhora da Graça, em Padim da Graça, voltarão a ter o seu ponto alto com um acérrimo despique entre a Banda Marcial de Fermentelos com a Banda de Música dos Mineiros do Pejão, que actuarão em concerto durante a manhã e a tarde, até cerca das 20.30h.

A majestosa procissão dos rosários é um dos pontos altos das festividades em honra da padroeira. Centenas de pessoas juntam-se junto à capela onde se venera a imagem de Nossa Senhora da Graça para assistirem ou participarem neste acto religioso que percorre os principais lugares da freguesia.

Integrando andores magnificamente ornamentados com arranjos de flores naturais, o centro das atenções é o que transporta a imagem de Nossa Senhora da Graça, por quem os populares têm particular devoção.

São necessários oito homens para transportar o pesado andor e garante quem já cumpriu esta tarefa que “fazem falta uns dez, porque é muito pesado”.

No decurso da procissão destaque igualmente para as muitas dezenas de figurados que integram o cortejo, com realce para mulheres e meninas que trajando azul e branco levavam nos braços a imagem de um bebé, recriando assim a imagem da Senhora da Graça. “É sempre assim. Esta procissão leva muitos figurados, sobretudo muitas crianças. Uns participam por promessa e outros por tradição”, dizem os populares.

Depois de conhecida como terra da lixeira ou do Águias da Graça, clube que já disputou as provas nacionais de futebol, Padim da Graça é agora mais falada por causa do grilo de uma certa (Al)Zirinha.

Situada a apenas 5 km da área urbana de Braga, com 1.500 habitantes e numa encosta banhada pelo Cávado, esta freguesia é uma verdadeira comunidade, onde o universo associativo tem uma força incomum, em que as relações de proximidade são autênticas e conservam a sua verdadeira identidade.

Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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Assembleia Geral da Banda Marcial aprova actividades e contas de 2014

Reunida em sessão ordinária realizada no passado sábado dia 31 de Março, a assembleia geral da Banda Marcial de Fermentelos aprovou por unanimidade o relatório das actividades desenvolvidas pela direcção e as contas relativas ao ano de 2014, que obtiveram o parecer favorável do conselho fiscal.

Relativamente à conta de gerência, a mesma apresenta um movimento de receitas que ascende a 120.231,80 € e um movimento de despesas ascende a 120.101,91€, verificando-se que do exercício do ano de 2014 resulta um saldo favorável de 128,89 €.

No parecer apresentado, o conselho fiscal da colectividade congratula-se pela excelente colaboração e qualidade da informação prestada a este órgão pela direcção, comprovado pela qualidade do relatório e contas apresentado.

"Genericamente pode-se afirmar que se cumpriu o Plano de Actividades para 2014, sendo certo que se pode sempre fazer mais e melhor, pelo que está a Direcção empenhada em melhorar a sua actuação associativa durante o ano de 2015. Do ponto de vista financeiro, assistimos a uma gestão rigorosa dos recursos da Banda Marcial de Fermentelos. De facto, esforço e dedicação não faltaram à Direcção, e ainda que nem toda a actividade proposta se tivesse concluído, sempre se concluirá em consciência, que as tarefas, apesar de terem finalidades, nunca têm fim", pode ler-se na parte final do documento apresentado.

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Assembleia Geral da Banda Marcial em reunião ordinária

A pedido da Direcção e ao abrigo do previsto no artigo 36o dos Estatutos da Banda Marcial de Fermentelos, realiza-se uma Assembleia Geral ORDINÁRIA a realizar na Sede Social da colectividade, no dia 31 de Março de 2015, pelas 20.30 horas.

Ordem de trabalhos:

  1. Leitura, se não dispensada, e aprovação da acta das duas últimas sessões.
  2. Deliberação sobre a seguinte proposta da Direcção:
    1. Apreciação, discussão e votação do Relatório de Actividades e Contas da Gerência do ano 2014 bem como do Parecer do Conselho Fiscal
  3. Apreciação da actividade da Direcção e de assuntos de interesse da associação.
  4. Aprovação das deliberações desta sessão em minuta.

 

Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios efectivos no pleno gozo dos sens direitos, terá lugar meia hora depois, com qualquer número de sócios presentes.

O texto das actas a aprovar e os elementos para análise da proposta da Direcção estarão à disposição dos associados a partir das 20.00 horas do último dia útil anterior ao da realização da sessão, na secretaria da instituição.

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Banda Marcial presente no XIV encontro de Bandas da Mamarrosa

A Banda Marcial de Fermentelos vai estar presente no XIV ENCONTRO DE BANDAS a realizar no dia 29 de Março de 2015, na Mamarrosa.

O programa do encontro será o seguinte:

14.00 Horas – Desfile das Bandas participantes, da Igreja Matriz até à sede da banda anfitriã, com a seguinte ordem de entrada: Banda Nova de Fermentelos, Banda Marcial de Fermentelos e Banda Filarmónica da Mamarrosa

15.00 Horas – Início dos concertos pela ordem do desfile das bandas participantes. Neste concerto, a Banda Marcial de Fermentelos executará o seguinte repertório:

  • Marta Agustin (Pasodoble de Concerto) - Pere Sanz Alcover - 5 min.
  • Sinfonia no 5 (Finale) - Piotr Ilych Tchaikovsky (transc. Steven Stanke) -13 min.
  • Rapsódia Húngara n. 2 - Franz Liszt (arr. Hugo Oliveira) - 11 min.
  • Una Noche en Granada (Poema Lírico para Banda) - Emílio C. Ruiz - 10 min.

18.00 Horas – Encerramento com a actuação simultânea das 3 Bandas executando a marcha final "Ribeirinha"

18.15 Horas – Beberete oferecido a todos os músicos e directores das colectividades convidadas.

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Marcial realiza concerto de Páscoa

A Banda Marcial de Fermentelos vai a realizar o seu já tradicional Concerto de Páscoa, estando o mesmo aprazado para as 21h30 do próximo sábado, dia 28 de Março.

O repertório a executar será o seguinte:

  • Marta Agustín (Pasodoble de Concierto) - Pere Sanz Alcover
  • Les Preludes (Poema Sinfónico) - Franz Liszt (transcrição de Mark Hindsley)
  • Boris Godunov (Fantasia da Ópera) - Modest Mussorgsky (arr. Hugo Oliveira)
  • Arco Iris (Fantasia no 2) - Duarte Pestana
  • Rapsódia no 8 - Artur Ribeiro Dantas

O concerto terá lugar na sede da colectividade, e a entrada é livre.

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Gala de Páscoa da Escola de Música

Por iniciativa dos Pais dos alunos da Escola de Música, e com o apoio da Direcção da Banda Marcial de Fermentelos, realizar-se-á a 4a Gala de Páscoa da Escola de Música, um jantar de angariação de fundos que terá lugar no próximo dia 21 de Março a partir das 19.00h, na sede da colectividade.

Trata-se de uma elogiável iniciativa, que visa apoiar a tesouraria da instituição, e na qual, por isso mesmo, é importante que a Família da Rambóia marque presença, e de uma forma especial os membros dos Órgãos Sociais em exercício ou de exercícios anteriores, Executantes e Ex- Executantes, Maestros e Ex-Maestros, Associados e Simpatizantes.

O preço é de 12,50 € por pessoa.

Assim sendo, e dadas as condicionantes de espaço, é de todo o interesse que as confirmações sejam feitas até ao próximo dia 14, para o e-mail da colectividade marcialdefermentelos@gmail.com ou para o telemóvel 913 615 595.

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Registo Cadastral dos Associados

Banda Marcial prossegue a actualização do registo cadastral dos seus associados.

No cumprimento de uma obrigação estatutariamente imposta, e face à necessidade de contacto pessoal com os sócios da colectividade com vista à actualização do registo cadastral dos associados, de que resultará necessariamente uma alteração da numeração existente, a direcção da Banda Marcial de Fermentelos informa todos os associados que podem ser dirigir-se à sede da colectividade, aos sábados, entre as 09.00 hrs e as 18.30 hrs, contactando a colaboradora Ilda Geraldo, para preenchimento da respectiva ficha de registo e actualização dos elementos pessoais (morada, código postal, contactos telefónico e por e-mail).

Para o mesmo efeito, podem também os associados estabelecer contacto pessoal com qualquer membro da direcção, ou pelo e-mail marcialdefermentelos@gmail.com. A direcção agradece toda a colaboração e disponiblidade dos associados da Rambóia, por forma a permitir a concretização desta tarefa no mais curto espaço de tempo possível.

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Regulamento de Honras Fúnebres e Homenagem a falecidos

Na sessão extraordinária da assembleia geral da Banda Marcial de Fermentelos reunida no dia 30 de Dezembro, foi apreciado, discutido e aprovado um regulamento de honras fúnebres aos restos mortais dos associados a quem tenham sido atribuídas distinções honoríficas, e bem assim dos que, à hora do seu falecimento, se mantenham no activo enquanto membros dos órgãos sociais, maestros, executantes da banda ou da banda juvenil, alunos ou professores da escola de música da Banda Marcial de Fermentelos, ou dos que em momento anterior tenham sido membros dos órgãos sociais, maestros ou executantes da banda.

Estas honras fúnebres só são no entanto prestadas quando a família comunique o falecimento em tempo útil a qualquer membro da Direcção da Banda Marcial de Fermentelos, sendo total ou parcialmente dispensadas quando esse desejo for previamente manifestado pelo falecido, ou a pedido da família do falecido, ou em circunstâncias excepcionais devidamente justificadas pela Direcção da Banda Marcial de Fermentelos.

Nos termos do referido regulamento, as honras fúnebres são constituídas pela colocação da bandeira da Banda Marcial de Fermentelos a meia haste por um período não superior a três dias, e/ou pela participação nas exéquias fúnebres de uma representação da Banda Marcial de Fermentelos, e/ou pela colocação da bandeira da Banda Marcial de Fermentelos sobre a urna do(a) falecido(a), sendo retirada imediatamente antes do sepultamento.

Por deliberação da direcção, as honras fúnebres podem também ser prestadas aos restos mortais de personalidades que, individualmente ou em representação de alguma entidade ou organismo, sejam publicamente reconhecidas pelo contributo dado em prol do enriquecimento social e cultural da instituição ou da comunidade.

A participação nas exéquias fúnebres fica a cargo de uma representação da Banda Marcial de Fermentelos composta, pelo menos, por um membro dos órgãos sociais e por dois executantes devidamente fardados que apresenta condolências à família enlutada e acompanha o cortejo fúnebre transportando uma coroa de flores.

No caso de o falecimento ter ocorrido ao serviço da Banda Marcial de Fermentelos, haverá igualmente lugar a uma cerimónia de homenagem, por executantes da banda, que executarão um trecho musical adequado à circunstância, assim acompanhando o descer do corpo à sepultura.

O dito regulamento contempla ainda a homenagem incluída na programação das solenidades alusivas à comemoração da passagem de cada aniversário da Banda Marcial de Fermentelos, aos associados, membros dos órgãos sociais, maestros, executantes, alunos e professores da escola de música da Banda Marcial de Fermentelos já falecidos, a qual contempla a realização de uma missa por sufrágio seguida de romagem ao cemitério paroquial da vila para deposição de uma coroa de flores em local alusivo à solenidade, cerimonial este durante o qual são executadas marchas graves pela banda.

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Assembleia Geral da Banda Marcial aprova plano de actividades para 2015

Em sessão extraordinária convocada para o efeito, a assembleia geral da Banda Marcial de Fermentelos reunida no dia 30 de Dezembro aprovou por unanimidade a proposta do plano de acção e orçamento para o ano 2015 apresentada pela direcção.

Trata-se de um documento detalhadamente elaborado, debatido pelos poucos associados presentes e que, perspectivando um orçamento de investimentos e desinvestimentos com um valor de 102.000,00€, contempla a realização de actividade corrente (material de secretaria, água, electricidade e limpeza, combustível, portagens, seguro, documentação, imposto, reparações, inspecções e refeições do condutor, aluguer de viaturas e alojamento, compensações, representação institucional, refeições, material de apoio à realização de eventos de reforço identitário, outros bens, serviços e produtos e renovação de instrumental).

Um dos objectivos a que a Direcção se propõe, é a concretização das obras de manutenção e requalificação das fachadas principal e posterior incluindo o isolamento térmico e acabamento com tratamento das fachadas laterais da sede social e da recuperação de ‘sede antiga’, estando já protocolado o apoio financeiro a conceder pela Câmara Municipal de Águeda.

No entanto, face ao elevado custo inerente a esta concretização, o cumprimento de tal objectivo estará sempre dependente dos apoios que for possível obter, designadamente mecenáticos.

Para além destes apoios, é absolutamente imprescindível a colaboração de uma comissão de acompanhamento da realização das ditas obras, a qual deve ser também integrada por ex-dirigentes e ex-executantes da Banda Velha.

Antes da votação do documento o presidente da direcção, Jorge Mendonça, alertou os associados para o facto de a tarefa que se coloca não ser fácil de atingir, referindo que "em resultado de uma inusitada permanência de factores, o ano de 2015 voltará a ser de grande dificuldade. Apesar disso, e por se tratar de um ano que marca o início de um novo ciclo da instituição consubstanciado na entrada em funções do 22º Maestro do historial da Banda Marcial de Fermentelos, estamos certos que pela coesão de energias, pela cultura da responsabilidade, pelo labor de equipa e pelo empenho pessoal e perseverante que é apanágio dos membros da Família da Rambóia, será possível dar um passo decisivo para a realização dos seus sonhos e para a sua autodeterminação; é por isso que é nossa convicção que em conjunto venceremos mais este desafio".

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Assembleia Geral da Banda Marcial em Reunião Extraordinária

A pedido da Direcção da Banda Marcial de Fermentelos, realiza-se uma Assembleia Geral EXTRAORDINÁRIA a ter lugar na Sede Social da colectividade, no dia 30 de Dezembro de 2014, pelas 20.30 horas.

Ordem de Trabalhos:

1. Leitura, se não dispensada, e aprovação da acta da última sessão.

2. Deliberação sobre a seguinte proposta da Direcção:

2.1 – Apreciação e votação do Plano de Acção e Orçamento para o ano 2015.

2.2 – Apreciação e votação da proposta de regulamento de honras fúnebres e de homenagem aos associados, membros dos órgãos sociais, maestros, executantes, alunos e professores da escola de música da Banda Marcial de Fermentelos já falecidos.

3. Apreciação da actividade da Direcção e de assuntos de interesse da associação.

4. Aprovação das deliberações desta sessão em minuta.

Se à hora marcada não estiver presente a maioria dos sócios efectivos no pleno gozo dos seus direitos, terá lugar meia hora depois, com qualquer número de sócios presentes.

O texto das actas a aprovar e os elementos para análise da proposta da Direcção estarão à disposição dos associados a partir das 20.00 horas do último dia útil anterior ao da realização da sessão, na secretaria da instituição.

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Banda Marcial em Concerto de Natal

Realiza-se pelas 16.30h do dia 25 de Dezembro, no habitual Concerto de Natal da Banda Marcial de Fermentelos, a ter lugar na sede da colectividade.

Trata-se do primeiro concerto sob a regência de Carlos Marques, o 22º maestro da Rambóia, que no passado dia 25 de Outubro foi, pela segunda vez, investido como director artístico da Banda Marcial de Fermentelos e como supervisor da Escola de Música da instituição, depois de na sua anterior passagem pela colectividade ter conduzido a banda à obtenção da melhor classificação internacional, alcançado no 123º Certame Internacional de Bandas de Música “CIDADE DE VALÊNCIA – 2009”.

Carlos Marques, um ramboiano convicto e apaixonado que iniciou os seus estudos musicais na Banda Marcial de Fermentelos, que sabe muito bem o que é a Banda Velha e que conhece como poucos a cultura e a história da colectividade, é um maestro dotado de altíssima preparação académica e pedagógica, que para a par de uma craveira internacional consolidada tem elevada capacidade ao nível da composição e da direcção.

Sob a direcção de Carlos Marques, a Banda Marcial de Fermentelos desafia-se num programa que permite mostrar ao público a qualidade interpretativa dos seus músicos, através de sonoridades que se estendem por diversos períodos e diferentes géneros musicais e que neste concerto de Natal discorrem num repertório composto por Slava! (Léonard Bernstein, com transcrição de Clare Grundman), Sinfonia nº 5 - Finale (Piotr Iliych Tchaikovsky, com transcrição de Steven Stanke), Quebrantà (José Pascual Vilaplana), Francisco Magalhães (Medley dos Scorpions, com arranjo de Luís Cardoso), A Christmas Carol Fantasy (arranjo de Takashi Hoshide) e Vergnügungszug Polka (Johann Strauss II, com transcrição de Otto Wagner).

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Mensagem de Natal e de Fim de Ano

No final deste ano de 2014, quero dirigir aos Associados, Colegas dos Órgãos Sociais, Maestros, Executantes, Apoiantes e Acompanhantes da Rambóia uma saudação amiga e votos de um Santo Natal de um Novo Anopleno de saúde e prosperidade.

Todos sabemos que o ano que está prestes a terminar não foi fácil; mas quando há atitude, unidade, e trabalho bem feito, o esforço e a dedicação são sempre recompensados com bons resultados.

Há pois, que confiar na capacidade e determinação de todos, porque sendo a Rambóia um estado em que alma não pode ser pequena para que tudo valha a pena, todos não somos demais para cumprir essa honrosa tarefa de tornar a Banda Velha cada vez maior e cada vez melhor: é esta a missão que nos está legada desde 1868, e que há 146 anos vimos cumprindo ininterruptamente ao serviço da música.

A toda a Família da Rambóia renovo os meus votos de um Feliz Natal e de um Ano de 2015 à medida dos anseios de cada um.

O Presidente da Direcção:
Jorge Mendonça

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Carlos Marques (Balaú) é o novo Maestro da Banda Marcial de Fermentelos

Carlos Marques (Balaú) foi, no passado sábado, publicamente investido no cargo de maestro principal e director artístico da Banda Marcial de Fermentelos, o 22º da história da colectividade.

Carlos Manuel Pires Marques iniciou os seus estudos musicais na Banda Marcial de Fermentelos, tendo estudado clarinete e violoncelo no Conservatório de Música de Aveiro. 

Obteve a licenciatura em clarinete pela Universidade de Aveiro (1996), e o mestrado em Psicologia da Música (2002) e o doutoramento em Psicologia (2007) pela Universidade do Porto.

Exerceu funções docentes no Conservatório de Música de Águeda (1996 / 2000), Instituto Piaget – pólo de Viseu (1998 / 2009), e foi director pedagógico da Escola de Artes da Bairrada entre 2003 e 2009, sendo director do Conservatório de Música de Aveiro a partir desta data.

Na qualidade de instrumentista obteve o 1º prémio ex-aequo no concurso da Juventude Musical Portuguesa na categoria de nível médio de música de câmara (1990).

Desenvolve intensa actividade de composição e direcção, tendo sido premiado em diversos concursos nacionais e internacionais: menção honrosa no concurso de composição “Valentino Bucchi” em Roma (1992), o 1º prémio no concurso para jovens compositores promovido pelo Inatel (1994) como compositor da obra que foi executada pela Banda Sinfónica dos Jovens da União Europeia; grande prémio do concurso de composição “Maestro Silva Dionísio” (2004); e 1º prémio na 2ª edição do concurso de composição “General Firmino Miguel” (2007). 

Foi sob a sua regência que a Banda Marcial de Fermentelos, obteve o 2º lugar na Secção em que participou (a 2ª) alcançado no “123º Certame Internacional de Bandas de Música da Cidade de Valência” (2009).

Obras de sua autoria, para diversas formações, têm sido executadas em Portugal e no estrangeiro (França, Holanda, Hungria, Itália, Noruega, Inglaterra, Estados Unidos da América, Canadá, México e Venezuela.

Como conferencista convidado, apresentou diversas comunicações no país e no estrangeiro, e como autor escreveu artigos publicados em línguas portuguesa e inglesa em revistas da especialidade.

É presença regular em júris de concursos nacionais e internacionais de clarinete, composição e bandas.

Na sua actividade enquanto director artístico foi maestro principal da Banda Sinfónica da Bairrada (2004 a 2009), da Banda Marcial de Fermentelos (2007 a 2009), e maestro convidado da Orquestra Filarmónica 12 de Abril, de Travassô (2002 a 2005); entre 2008 e 2009 foi director artístico da Banda Além Tejo Música (BATM), na qual foi responsável pela formação de jovens instrumentistas e de maestros, sendo maestro principal da Filarmónica Infantil do Norte Alentejano (FINA) e da Filarmónica Juvenil do Norte Alentejano (FIJUNA).

Depois de aí ter desempenhado funções como director artístico e maestro principal entre 2007 e 2009, regressa à Banda Marcial de Fermentelos em Outubro de 2014, onde acumula estas funções à da supervisão da Escola de Música da colectividade.

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Banda Marcial de Fermentelos abre caminho a horizontes ainda maiores

A Banda Marcial de Fermentelos comemorou ontem as solenidades alusivas à passagem do 146º Aniversário da instituição.

Programa:
15.00 h – Hastear das bandeiras na Sede Social
15.30 h – Missa na Igreja Matriz de Fermentelos, por sufrágio de todos os Associados, Dirigentes, Maestros e Executantes falecidos
16.30 h – Romagem ao Cemitério Paroquial e homenagem aos Associados, Dirigentes, Maestros e Executantes falecidos
18.15 h – Concerto de Aniversário no Auditório da Sede Social
20.00 h – Jantar de Confraternização

Depois de agraciado com palavras de sentido reconhecimento e com lembranças dos Executantes e da Direcção, cumpriu-se tradição, tendo o maestro cessante (Hugo Oliveira) passado a batuta para as mãos do seu sucessor Carlos Marques), que depois de a receber dirigiu uma última peça, uma marcha intitulada “A Rambóia”, do compositor e também executante da Marcial, Cândido Santos. Um acto pleno de simbolismo, testemunhado por inúmeros associados e simpatizantes da Banda Velha, e por muitos convidados que lotavam o auditório da sede social. 

Foi no dia 25 de Outubro de 2014, e o relógio marcava 19.29h. 

Estava empossado o 22º maestro da história da Banda Marcial de Fermentelos.

Mais tarde, durante o jantar de confraternização, perante casa cheia e agradecendo com um sincero “obrigado por estarem connosco” aos patrocinadores e mecenas da instituição, dirigentes e maestros de outras bandas e colectividades, membros de diversas comissões de festas, amigos da instituição, autarcas locais, órgãos sociais, maestros, executantes, sócios e apoiantes da Rambóia, por honrarem a Banda Velha com a sua presença num momento de confraternização e solidariedade, o Presidente da Direcção, Jorge Mendonça abordou com serenidade a actual situação da Banda Marcial de Fermentelos, proferindo a intervenção que se transcreve de seguida.

“Senhoras e Senhores Convidados,

Caras Amigas e Caros Amigos:

Apesar de esta ser a mais extensa noite do ano, fica já feita a promessa de que não me alongarei muito nesta intervenção.

Peço-vos apenas alguns minutos da vossa paciência, para vos falar sobre a Banda Marcial de Fermentelos, a nossa Banda Velha que também já foi Filarmónica Fermentelense, e que todos conhecem carinhosamente por ‘Rambóia’.

Como todos saberão, um Jantar de Aniversário não se confunde com uma sessão da Assembleia Geral: por essa razão, é nosso entendimento que este não é um momento próprio para apresentar balanços de actividade ou sequer registar episódios pontuais.

Começo assim por recordar que a música encoraja a autodisciplina e a diligência, características que se repercutem na actividade intelectual de cada um, seja no âmbito do estudo académico, seja nos hábitos de quem trabalha.

O mesmo é dizer que a Marcial tem, a par das cerca de 720 bandas filarmónicas existentes em Portugal, uma actividade com um importantíssimo papel na preservação, na divulgação e na formação musical.

Significa isto que a missão da Marcial no meio em que está inserida é uma tarefa comunitária que só é possível levar a cabo com um colectivo coeso, dedicado, íntegro e muito determinado, porque sendo grandes os desafios que se enfrentam, a vontade de quem os encara tem de ser ainda maior!

É por isso que sabemos que esse é um objectivo que só tem sido possível alcançar, porque o modelo por que temos pugnado, sendo de exigência e de participação, é também um modelo de competência e de mérito.

Um modelo que a partir de hoje inicia um novo ciclo, sob a batuta de um novo maestro, e ao qual damos visibilidade através da entrada em funcionamento de um renovado site da instituição, com um grafismo mais apelativo e com novas funcionalidades, que permitem um acesso mais fácil aos respectivos conteúdos.

Ao Tiago Nolasco, Executante e membro do Conselho Fiscal, o nosso agradecimento pela colaboração e pelo acompanhamento que faz do site e da página do FaceBook da Marcial de Fermentelos, qua tantas a tão elogiosas referências tem merecido por parte de quem os visita.

Caros Amigos:

Por força de uma inesperada conjugação de circunstâncias que envolvem a sua via pessoal, familiar e profissional, termina hoje a ligação do Maestro Hugo Oliveira à Banda Marcial de Fermentelos.

Trata-se de motivos em relação aos quais a Direcção não pôde permanecer insensível nem ficar indiferente, e que embora incompatíveis com a nossa vontade, são mais do que justificativos da decisão que o Maestro Hugo Oliveira optou por tomar. 

Da sua presença de cinco anos e quinze dias na Marcial de Fermentelos, o que se retira é a sua extrema simplicidade e correcção, o seu trato afável, cortês e ausente de arrogância, e a sua aversão a protagonismos.

E de forma bastante evidente, a forte empatia que conseguiu criar nos diversos públicos que tiveram o privilégio de o ver dirigir a Rambóia, consagrada com o crescente êxito que a Marcial vem obtendo nas diversas festas e romarias em que tem estado presente, e que muito nos apraz registar.

É, naturalmente, um êxito que só numa pequena parte se deve à vontade dos Órgãos Sociais, porque as principais razões da sua existência assentam, sabemo-lo bem, na qualidade e empenho dos Executantes, na generosidade dos sócios, dos mecenas e dos amigos da Marcial, no permanente apoio dos acompanhantes da Banda Velha, e uma forma especial na dedicação e produtividade do trabalho desenvolvido pelo Maestro Hugo Oliveira. 

É por isso que nesta hora, é mais do que justo e merecido, o agradecimento pela colaboração de todos os que tornaram possível a concretização de toda a actividade desenvolvida pela Marcial nestes últimos cinco anos; e particularmente ao Maestro Hugo Oliveira, a quem reiteramos o nosso “muito obrigado” e nos despedimos com um sincero e já nostálgico “até breve Maestro”!

Minhas Senhoras e Meus Senhores: 

Como sabemos, a História que interessa não é a que fecha, mas sim a que abre novas possibilidades.

E se há transformações que nesta casa conhecemos bem, são as que decorrem das mudanças de ciclo: basta dizer que nos 35 anos decorridos entre 1980 e 2015, a honra de dirigir a Rambóia coube a sete maestros!

E o que a realidade desta renovação nos mostra, é que quando há atitude, unidade, e trabalho bem feito, o esforço e a dedicação são sempre recompensados com bons resultados.

Todos os meus Caros Amigos imaginarão, e alguns saberão mesmo, que ser maestro de uma banda não é fácil: é que nesta, como em qualquer outra área do conhecimento, nem mesmo os melhores agradam a todos.

Daí que, a única garantia que temos por certa, é que ser maestro da Marcial é um grande desafio; um desafio que vale a pena enfrentar, mas cuja grandeza só tem uma dimensão equiparável no desgaste que provoca, e para o qual há, obviamente, que estar-se devidamente preparado.

Para além disso, ser maestro da Marcial implica não apenas o conhecimento deste grau de exigência, mas também a vontade de assumir um projecto filarmónico perspectivado em ideias próprias, o qual contemple aquelas que são as colunas mestras da estratégia, do planeamento e da criação de valor preconizadas pela liderança da Marcial, obviamente assentes numa irreprimível e mobilizadora cultura de exigência e de transcendência: um desses pilares é a qualidade da formação dos músicos, e de uma forma específica dos que, frequentando a Escola da instituição, asseguram a continuação de um futuro auspicioso da Banda Velha, em termos técnicos e humanos; o outro pilar da Rambóia é a qualidade do desempenho da banda, nas apresentações públicas que tem que efectuar.

São, pois estas as razões pelas quais a Marcial conta, a partir de hoje, com o Maestro Carlos Marques como 22º maestro da Rambóia!

Sobre o Maestro Carlos Marques, fala o seu extenso curriculum, sobre o qual não me alongarei uma vez que é já do vosso conhecimento.

Referirei apenas que contar com o Maestro Carlos Marques como Director Artístico da Banda Marcial de Fermentelos e como supervisor da Escola de Música da colectividade, é contar com alguém que que sabe muito bem o que é o Rambóia e que conhece bem a cultura e a história da colectividade; alguém que é um ramboiano convicto e apaixonado, e que por isso mesmo sofre com os inêxitos, felizmente poucos, da Rambóia, como vibra com os seus, felizmente muitos, sucessos; alguém que tem uma craveira internacional, que possui uma capacidade de trabalho acima da média, que é dotado de altíssima preparação académica e pedagógica, que tem elevada capacidade ao nível da composição e da direcção, e que na sua anterior passagem pela colectividade conduziu a banda à obtenção da melhor classificação internacional da instituição.

É por tudo isso que ter o Prof. Carlos Marques como Maestro Principal da Banda Marcial de Fermentelos, é ter alguém que se dispôs a regressar a esta casa, naquele que é afinal, um regresso à sua casa, e que nos faz crer que sob a sua batuta a Marcial se manterá como uma filarmónica sempre viva na sua essência, cada vez mais apreciada em Fermentelos e na região, e ainda mais reconhecida por esse País fora.

Um reconhecimento estribado naquela raça que esta época a Marcial apresentou em Mazarefes, em Oiã, em Alvarães, em Vila Franca, em Rio Tinto, em Freamunde, em Forjães, em Souto e em Refóios do Lima; e seguramente assente naquela mística que também esta época ficou bem patente em Saudel, em Sanfins do Douro, em Torno de Lousada, em Fontão, em Jancido, em Merelim, em Perrães e em Vila Praia de Âncora. 

Obrigado pois Maestro Carlos Marques, por este claro sinal de confiança nos Executantes da Banda Velha, e por esse inequívoco gesto de solidariedade para com a instituição: em nome da Família da Rambóia desejo-lhe, pois, as maiores felicidades para o exercício do cargo de 22º Maestro da também sua, Banda Marcial de Fermentelos!

Minhas Senhoras e Meus Senhores:

No início desta intervenção pedi um pouco da vossa paciência para vos falar da Banda Marcial de Fermentelos: resta-me por isso, em nome da Direcção, agradecer a todos os patrocinadores e mecenas da Marcial, pela colaboração que têm prestado à instituição.

A todos os colegas dirigentes associativos, maestros e 
compositores: obrigado por terem aceitado o nosso convite para estarem presentes nesta nossa comemoração - é sempre com gosto que vos recebemos em nossa casa; a todos os membros das diversas Comissões de Festas, e a todos os Amigos da nossa colectividade aqui presentes, agradecemos a presença simpática, que constitui um estímulo a que que façamos sempre mais e cada vez melhor; à Câmara Municipal de Águeda, à Junta de Freguesia de Fermentelos e à UBA – União de Bandas de Águeda, agradecemos o contínuo apoio que nos têm dado; aos representantes da imprensa e a todos os presentes, reitero o agradecimento por honrarem a Banda Velha com a vossa comparência neste momento de confraternização e solidariedade, a qual nos privilegia da oportunidade para congratular todos com um sincero «obrigado por estarem connosco».

Para finalizar, um agradecimento a todos os Associados da Banda Velha, aos nossos Maestros e aos nossos Executantes, a todos os Responsáveis pela Formação, a todos os alunos da nossa Escola de Música, e aos respectivos Pais e Encarregados de Educação; a todos os que, anónima e desinteressadamente, sempre apoiaram e continuam, vibrantemente, a apoiar a Rambóia, nas Galas da Páscoa, nos Almoços de Encerramento dos Anos Lectivos da Escola de Música, nas Festas do Peixe, nos Encontros de Natal da Família da Rambóia, na distribuição das refeições durante os serviços da banda e nos Jantares de Aniversário como o de hoje, e a todos os Colegas dos Órgãos Sociais, o nosso “Muito Obrigado” pela vossa afectividade, pelo vosso sacrifício, pela vossa dedicação, e pela vossa emoção. 

“Obrigado Amigos”, por esta demonstração de vincado apreço pelo futuro da Banda Velha: afinal, sendo a Rambóia um estado em que alma não pode ser pequena para que tudo valha a pena, todos não somos demais para cumprir essa honrosa tarefa de tornar a Banda Velha cada vez maior e cada vez melhor: é esta a missão que nos está legada desde 1868, e que há 146 anos vimos cumprindo ininterruptamente ao serviço da música, muitas vezes comendo o pão que o Diabo amassou para resistir às adversidades colocadas pela eclosão de duas guerras mundiais, pelas debandadas emergentes da guerra colonial e do forte surto de emigração do início da segunda metade do século passado, e mais recentemente para enfrentar a crescente escassez de apoios de um Estado, que ao mesmo tempo que vem reconhecendo desde 2008, que os diversos programas das actividades culturais da Marcial são de interesse cultural, para efeitos de mecenato cultural, é cada vez mais relapso em cumprir a sua obrigação de garantir os direitos à educação, à cultura e ao ensino, que a todos estão constitucionalmente garantidos.

Apesar de tudo, nunca esmorecemos nem virámos a cara à luta, porque é esse o nosso lema, é esse o nosso objectivo, é esse, enfim, o destino da mais antiga colectividade da freguesia de Fermentelos e do próprio concelho de Águeda, e uma das mais antigas do distrito de Aveiro.

Muito Obrigado.”

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Banda Marcial de Fermentelos inicia novo ciclo sob a batuta de um novo maestro

A Banda Marcial de Fermentelos comemora hoje as solenidades alusivas à passagem do 146o Aniversário da instituição.

Se o que diz a história da vida, é que os padrões de exigência e qualidade, sendo de indiscutível valor, têm sempre de percorrer um tortuoso caminho até serem conduzidos à excelência, o que a história dos 146 anos da Banda Marcial diz, é que a Rambóia é uma obra que nunca está feita.

E se é para isso que estão, é também por isso que estão, unidos, os órgãos sociais, maestros, executantes, sócios e apoiantes da Rambóia, todos procurando honrar o património que lhes está legado, certos que se a arte o engenho, e também um pouco de sorte, os acompanharem, contribuirão juntos para uma Banda Velha cada vez maior e melhor.

Há no entanto princípios que para a Marcial permanecem intocáveis, e que nem o pó de século e meio consegue alterar.

Diz o povo e com razão, que ‘por causa de um prego se perde uma ferradura... por causa da ferradura se perde um cavalo... e por causa de um cavalo pode perder-se uma guerra’.

E para a Marcial, nunca houve, nem há, pregos perdidos, como nunca houve nem há, ferraduras ou guerras perdidas.

De facto, o que nesta casa se cultiva desde há 146 anos, é uma forma de estar na vida, é uma cultura de trabalho, de luta e de ambição, imbuída de um orgulho que nunca pode ser beliscado, e de um espírito de grupo que não tem explicação, porque é um sentimento que jamais algum poeta conseguirá descrever.

Tudo se resume, em bom rigor, a uma mística muito própria, que transfigura todas as dúvidas e ansiedades numa força e num horizonte capaz de renovar a alma, e numa fé inabalável de manter a Marcial como um símbolo.

É por isso que toda a família da Rambóia sabe que esse é um objectivo que só será alcançado se, junta, pugnar definitivamente, por um modelo de exigência e de participação, de competência e de mérito, e para o qual avança a partir de agora dando início a um novo ciclo sob a batuta de um novo maestro, o 22o da história da Banda Marcial de Fermentelos.

Ao Maestro Hugo Oliveira, que agora cessa funções, um mais do que justo e merecido agradecimento pela dedicação, produtividade e desempenho que desenvolveu ao serviço Marcial nestes últimos cinco anos.

Ao Maestro Carlos Marques, que conhece como poucos o espírito da Rambóia e as vicissitudes próprias da instituição, e que a partir de hoje assume o cargo de director artístico e maestro principal da Banda Marcial, cumpre registar uma enorme gratidão por se ter disposto a regressar a esta casa, aquela que é a sua casa pois foi aqui que iniciou os seus estudos musicais.

Obrigado pois, Maestro Carlos Marques, por este claro sinal de confiança nos executantes da Banda Velha, e por esse inequívoco gesto de solidariedade para com a instituição.

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Banda Marcial de Fermentelos comemora 146º aniversário

A Banda Marcial de Fermentelos vai comemorar a passagem do 146º Aniversário da instituição, realizando-se no dia 25 de Outubro de 2014 as solenidades alusivas ao evento.

Programa:

15.00 – Hastear das bandeiras na Sede Social

15.30 – Missa na Igreja Matriz de Fermentelos, por sufrágio de todos os Associados, Dirigentes, Maestros e Executantes falecidos

16.30 – Romagem ao Cemitério Paroquial e homenagem aos Associados, Dirigentes, Maestros e Executantes falecidos

18.00 – Concerto de Aniversário no Auditório da Sede Social

19.30 – Jantar de Confraternização 

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Banda Marcial de Fermentelos presente no 26º Festival-concerto da União de Bandas de Águeda-UBA

Realizou-se hoje o 26º festival-concerto da União de Bandas de Águeda-UBA, colectividade que congrega todas as filarmónicas do concelho.

O evento iniciou-se com um desfile que saiu das imediações da sede da filarmónica anfitriã, a Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos, em direcção ao Largo de Nossa Senhora da Saúde, local onde ocorreu a actuação.

Logo de seguida, realizou-se uma cerimónia de homenagem ao Maestro João Neves, o mais antigo de todos os que dirigem as bandas filiadas da União de Bandas de Águeda-UBA, durante a qual usaram da palavra os presidentes da União de Bandas de Águeda-UBA (António Silva), e da câmara municipal de Águeda (Gil Nadais), que conjuntamente com os presidentes das direcções da Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril (Hélder Filipe Pires), da Associação Musical e Recreativa Castanheirense (Mário Jerónimo), da Sociedade Musical Alvarense (Salomé Castanheira), da Banda Marcial de Fermentelos (Jorge Mendonça), e da Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos (Aurélio Carvalho), entregaram lembranças ao homenageado, que no final agradeceu, reconhecido, comovido. 

Uma homenagem ao Maestro João Constantino Duarte Neves nunca seria um acto de justiça, esobretudo um gesto de pedagogia cívicase fosse restrita à da sua actividade como maestro de bandas filarmónicas.

Na verdade, apesar de ser esta a faceta mais visível de uma actividade que desenvolve desde 1980, ou seja há já quase três dezenas e meia de anos, uma homenagem ao Maestro João Neves é, e será sempre, um tributo a alguém que iniciou a sua preparação musical aos 10 anos de idade, que aprimorou a sua formação em conservatórios sob a direcção de personalidades de reconhecido mérito, que concluiu estudos com elevadas classificações, e que pela sua notável capacidade, assumiu responsabilidades em formações civis e militares de reconhecida craveira actuando, como executante e como maestro, em concertos de alto gabarito, algumas vezes acompanhando figuras de prestígio internacional.

Porque a virtude é algo que se transmite através do exemplo, uma homenagem ao Maestro João Neves também vai para além do seu reconhecimento como executante exímio, importando por isso registar a sua exemplar actuação como organizador de eventos, designadamente festivais de bandas e cursos de férias para regentes e músicos, e como arranjador de obras cuja excelência é retribuída com efusivas manifestações por parte do público.

Como expressão de uma justa homenagem, o pelo alto e relevante serviço que tem conferido à música, o percurso do Maestro João Neves é por tudo isto credor de um sentido agradecimento da Banda Marcial de Fermentelos, que assim reconhece com gratidão o indelével testemunho de vida que é o seu sacrifício, a sua emoção e a sua dedicação à causa da filarmonia, dinamizando-a com contagiante dedicação, empenho e alegria, e na qual tem investido a sua vida, realizando uma carreira que tem abraçado com autêntico espírito de missão.

Parabéns Maestro João Neves!

Esta homenagem culminou com uma actuação conjunta das cinco bandas participantes sob a direcção do Maestro Pedro Neves, a qual solenizou o momento com a interpretação da obra “Pomp and Circunstance”.

Depois deste momento de homenagem, aconteceu a actuação individual de cada uma das bandas do concelho, iniciando-se pela mais jovem, a Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril (dirigida pelo Maestro Luís Cardoso), a que se seguiram a Associação Musical e Recreativa Castanheirense (dirigida pelo Maestro Patrick Tavares), a Sociedade Musical Alvarense (dirigida pelo Maestro Abílio Liberal), a Banda Marcial de Fermentelos (dirigida pelo Maestro Hugo Oliveira), e que terminou com a actuação da Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos (dirigida pelo Maestro João Neves).

Na sua actuação, a Marcial começou por interpretar a transcrição da “Festive Ouverture, Op  96”, uma obra escrita para orquestra em 1947 e estreada em 1954, da autoria do compositor russo Dmitri Shostakovich (1906-1975); trata-se de uma obra constituída por duas secções ininterruptas, “Allegretto” e “Presto”, que foi composta para celebração do 30º aniversário da revolução da Rússia soviética.

De seguida, a Marcial interpretou “Cantares Portugueses”, uma rapsódia de cantos populares do Algarve da autoria do violoncelista, maestro e compositor David de Souza (1880-1918), com arranjo do Maestro Hugo Oliveira. Sobre esta obra, escreveu o seu próprio autor:  “Apenas uma ideia me acompanhou na composição desta peça: dar a conhecer aos meus compatriotas algumas das nossas canções que julgo desconhecidas em Lisboa. Trecho sem artifícios nem pretensões orquestrais em que somente há um pouco da alma portuguesa”.

A finalizar a actuação daquela que, reza a história, é na presente data, a mais antiga colectividade da freguesia de Fermentelos e do próprio concelho de Águeda, e uma das mais antigas do distrito de Aveiro, a Banda Velha interpretou “Gibraltar March”, uma obra de Richard Waterer (1949-2005), trombonista, compositor, e que como tenente-coronel foi comandante dos Royal Marines, do Reino Unido, e responsável pela organização militar de grandes eventos reais, como o Tattoo Edimburgo para o Torneio Real, o 100º aniversário da rainha-mãe, e as celebrações do Jubileu de Ouro da Rainha, onde sempre associou a teatralidade à precisão militar.

Findas as actuações individuais, as cinco filarmónicas do concelho encerraram o festival-concerto executando novamente em conjunto o Hino da UBA, sob a direcção do Maestro Amílcar da Fonseca Morais, compositor da referida obra.

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Banda Marcial de Fermentelos presente no festival-concerto da União de Bandas de Águeda-UBA

O 26º festival-concerto da União de Bandas de Águeda-UBA, colectividade que congrega todas as filarmónicas do concelho, realizar-se-á este ano no próximo domingo, dia 5 de Outubro, iniciando-se com um desfile que a partir das 14.00 horas sairá das imediações da sede da Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos, em direcção ao Largo de Nossa Senhora da Saúde, local onde ocorrerá a actuação.

O evento deste ano iniciar-se-á com uma cerimónia de homenagem ao Maestro João Neves, o mais antigo de todos os que dirigem as bandas filiadas da União de Bandas de Águeda-UBA. Nesta homenagem participarão todas as bandas, que sob a direcção do Maestro Pedro Neves, darão solenidade ao momento com interpretação da obra Pomp and Circunstance.

Seguidamente, e naquela que se espera possa ser mais uma grande tarde de fervor filarmónico, actuarão as cinco bandas do concelho, iniciando-se pela mais jovem, a Sociedade Recreativa e Musical 12 de Abril (dirigida pelo Maestro Luís Cardoso), a que se seguirão a Associação Musical e Recreativa Castanheirense (dirigida pelo Maestro Patrick Tavares), a Sociedade Musical Alvarense (dirigida pelo Maestro Abílio Liberal), a Banda Marcial de Fermentelos (dirigida pelo Maestro Hugo Oliveira), e que terminará com a actuação da anfitriã Associação Cultural e Recreativa Banda Nova de Fermentelos (dirigida pelo Maestro João Neves).

Finda a actuação, as cinco filarmónicas do concelho encerrarão o festival executando em conjunto o Hino da UBA, cuja autoria é do Maestro Amílcar da Fonseca Morais, que as dirigirá.

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Banda Marcial de Fermentelos abre inscrições para a Escola de Música, para o ano lectivo 2014 - 2015

As crianças que aprendem desde muito pequenas a tocar um instrumento musical desenvolvem mais a capacidade de raciocínio do que outras que não o fazem. Daí que exista uma indesmentível e forte correlação entre a educação da música e o desenvolvimento das habilitações que as crianças necessitam para se tornarem bem sucedidas na vida.

De facto, a aprendizagem da música pode ter uma influência na formação das crianças que é apenas secundada pelo amor dos pais, uma vez que a autodisciplina, a paciência, a sensibilidade, a coordenação, e a capacidade de memorização e de concentração são valorizadas com o estudo da música, qualidades estas acompanharão as crianças em qualquer caminho que escolham para a sua vida.

Alguns especialistas referem mesmo que este desenvolvimento se deve ao facto de haver uma relação de proximidade entre a localização da região cerebral onde se processa a música e o raciocínio espacial serem em sistemas semelhantes. No entanto, esse efeito não se alcança com a mera audição musical, mas sim com a respectiva produção. E por isso, não basta que as crianças sejam meros consumidores passivos de música, mas sim que a produzam, tocando um qualquer instrumento musical, quanto mais cedo melhor.

E porque a capacidade de autonomia da instituição está intrinsecamente dependente da sua Escola de Música, a Banda Marcial de Fermentelos disponibiliza um corpo docente de qualidade e bem assim a utilização dos equipamentos, (salas, instrumentos e material de apoio) necessários para que a formação musical possa atingir um nível de elevada qualidade, como forma de dar sustentabilidade à Banda e à Orquestra Ligeira.

Assim sendo, a Direcção da colectividade informa todos os interessados que se realiza na sede social da Banda Marcial de Fermentelos uma reunião para inscrições e apresentações, a ter lugar no próximo dia 3 de Outubro, pelas 20h30, adiantando-se desde já que para o ano lectivo 2014 / 2015, e desde que sejam preenchidos os respectivos requisitos de exequibilidade prática, serão ministradas na Escola de Música aulas de iniciação e formação musical, e bem assim dos seguintes instrumentos:  flauta, oboé, clarinete, saxofone, fagote, trompete, trompa, trombone, bombardino, tuba e percussão.

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A romaria de Nossa Senhora das Febres

Finalmente chegara o dia por que Job tanto esperara: 8 de Setembro, dia que acontece nove meses após o dia da Imaculada Conceição celebrada em 8 de Dezembro e no qual, a partir do século V, começou a celebrar-se a Natividade de Maria, assim passando a comemorar-se o nascimento de Nossa Senhora.

Como bom filho da terra, Job também era um devoto de Nossa Senhora das Febres, padroeira do lugar de Perrães, cuja invocação está intimamente relacionada com a existência das febres palustres ou sezões do paludismo, hoje conhecidas por malária.

De há mais de oito décadas a esta parte, e ano após ano, Job nunca deixou, em cada dia 8 de Setembro, de estar presente naquela que ainda hoje continua a ser a maior romaria do concelho de Oliveira do Bairro e que, embora com menor dimensão, mais se assemelha às romarias minhotas.

Logo pela manhã, a chegada das filarmónicas contratadas pela comissão das festas: a de Casal de Álvaro e a Marcial de Fermentelos, presença mais assídua nestas festividades.

Depois de pequenos desfiles em entradas distintas, ambas foram conduzidas ao largo fronteiro à capela da padroeira, local onde cumpriram a tradição ao terminarem esta primeira parte da sua actuação com a execução conjunta de uma marcha escolhida por acordo dos respectivos maestros durante o forte abraço que trocaram enquanto formularam o desejo recíproco de boa actuação.

Job recordou então os tempos de antanho, quando as pessoas vinham e aproveitavam para apresentarem a Nossa Senhora das Febres os seus pedidos e as suas mágoas, imbuídos de uma fé tão exagerada que até a equiparavam em divindade ao próprio Deus.

Apesar da sua já muito respeitável idade, Job ainda retém na memória a lembrança dos tempos em que a capela da padroeira era muito concorrida pelo povo, que aí demandava provindo de várias partes para pagar promessas, agradecer ou pedir graças para os seus males, ou simplesmente por devoção, em autênticos corrupios de gente agradecida à santa, entronizada como Senhora dos Febres, assim mesmo, no masculino, como então diziam os pescadores da Pateira, num culto que depressa se espalhou pelas redondezas.

Logo de seguida a missa, celebrada no referido largo a céu aberto de forma a permitir a presença de todos quantos quiseram participar na solenidade, a celebração do sacrifício de Jesus Cristo na cruz.

Ao final da manhã, a procissão, cuja abertura coube a uma parelha de luzidios cavalos, obedientes aos militares que os montavam, e que deram ainda mais imponência ao já de si augustal momento; atrás destes, pequenas alas de crianças vestidas de anjinhos posicionadas entre os andores, no último dos quais se encontrava a imagem de Nossa Senhora das Febres, com o Menino ao colo do lado esquerdo, de cujo pedestal sobressaem alguns anjos como se fosse Nossa Senhora da Assunção, e que apesar de não chegar a ter dois palmos e meio foi, em sinal de respeito e de amor, invariavelmente acolhida com um leve inclinar de cabeça por parte dos anónimos populares.

Depois dos andores seguia o pálio em que se encontrava o Santo Lenho, transportado por homens que ostentavam engomadíssimas opas vermelhas, e à passagem do qual os cristãos conscientes se ajoelhavam por considerá-lo uma partícula da Cruz de Cristo.

Logo atrás, e devidamente incorporadas na majestosa solenidade, seguiram as filarmónicas, antecedendo o alegre e numeroso acompanhamento que fechava o festivo cortejo, perante o olhar atento e conhecedor do aglomerado de gente posicionada em cada um dos lados do curto trajecto, e que apesar do sol abrasador persistiu em tomar parte nesta romaria em agradecimento à Senhora que noutros tempos intercedera pela cura das pestilências que, periodicamente, atormentavam os homens e mulheres das margens da Pateira que circundam o lugar de Perrães.

Compenetrado do acto de culto público em honra da Senhora das Febres em que seguia, Job guardou o silêncio e o respeito que a solenidade impunha, sempre crente que importa cumprir religiosamente tais votos porque só assim as pessoas são abençoadas pela graça divina, ao mesmo tempo que ouvia com deleite os acordes graves e sincopados da ‘Avé Maria’ que saíam das campânulas das tubas e dos bombardinos dos alvarenses.

É por via desta veneração que Job sabe que todos os santos foram homens ou mulheres, que todos os cristãos são chamados à santidade, e que nas várias ocupações e géneros de vida, é sempre a mesma santidade que é cultivada por aqueles que são conduzidos pelo Espírito Santo, adoram a Deus em espírito e em verdade, e seguem a Cristo pobre, humilde, levando a cruz, a fim de participarem da Sua glória.

E mesmo sem ser dotado de uma sabedoria infinita, Job também sabe que todos os santos são modelos de simplicidade, de amor ao próximo, de perdão e de concórdia; e também sabe que as imagens que seguem nos andores, não sendo os santos propriamente ditos, são as suas representações, pelo que, ao olhá-Las, o espírito dos homens deve elevar-se para Aqueles que estão nos céus e que por eles pedem a Deus.

Ostentando o já puído fato de lã que exalava um forte odor a naftalina Job lá foi, pisando o longo tapete pejado de verdes naturais que se encontravam espalhados por todo o percurso e onde só muito raramente se encontravam rosmaninho e alecrim, apreciando as agora cuidadas bermas da estrada e marchando sem nunca perder de vista cada passo que era dado pelos músicos filarmónicos que seguiam à sua frente marcando invariavelmente o tempo forte de cada vez que tocavam no chão com os seus pés esquerdos, assim acompanhando de forma irrepreensível o rufar das caixas

A procissão recolheu ao compasso da ‘Inspiração Divina’ executada pelos fermentelenses, determinando a hora do almoço e Job, que havia sido preciso nas ordens que dera em casa havia já uma semana, sabia que em dia de festa, o rancho seria melhorado. Cumprindo-se o seu pedido, a mesa foi farta, e mesmo antes da sopa, composta com generosos nacos de carne de vaca, Job abriu as hostilidades devorando dois valentes pedaços de trigamilha, que regou com tinto de colheita própria, o melhor da região, como Job faz sempre questão de esclarecer; de seguida avançou para uma tenra e suculenta, e ainda fumegante chanfana de carneiro cozinhada em forno de lenha, acabando por acamar de vez o estômago com dois ou três pedaços de costela de leitão assado igualmente assado em forno de lenha, que acompanhou com outras tantas taças de espumante da bairrada, fechando a refeição com duas pequenas fatias de aletria.

Como era tradição, ali estava toda a descendência de Job, filhos e respectivas noras e genros, netos e bisnetos. Também presentes os maestros de ambas as filarmónicas, convidados de honra, o Cónego Melo, amigo de longa data, e os primos Martins, do Albergue, Duarte, da Azurveira, Manuel, da Caneira, Cruz, da Limeira, Zeca, do Passadouro, Reis, das Agras e Inocêncio, de Malhapãozinho; sempre atenta mas sem estar sentada à mesa, a inefável Maria, criada há longos anos e que passou a ser o grande amparo de Job desde que este enviuvara. Proprietário de profissão e agricultor a tempo inteiro, Job, que também se dedica à pesca no pouco tempo livre de que dispõe, só consegue dar conta de toda a lida da casa com o valoroso préstimo da Maria, criada a tempo inteiro e mulher para todo o serviço.

Depois do lauto repasto, Job estava então pronto para enfrentar uma tardada de música, assistindo ao despique das filarmónicas. Separadas pela Pateira de Fermentelos mas unidas pela música, a Marcial e a Alvarense mantiveram renhido despique na execução de pasodobles, aberturas de ópera, fantasias, rapsódias e obras ligeiras, com os do lado de lá a responder sempre a preceito a cada obra interpretada pelos de Fermentelos.

Job, que não sabe uma nota de música, não perde um despique filarmónico.

E a Job não interessa quem toca melhor, porque desde jovem que reconhece qualquer banda como um capital social valioso, com substancial impacto e influência na vida da comunidade, através da agregação de valores sociais e culturais de inclusão, e da construção de identidade e coesão territorial, e que para além do seu papel na preservação, divulgação e formação musical, pode também ser facilmente apercebida como centro de socialização local e inter-relacional, pois é aí que convivem jovens e menos jovens e se juntam os que sabem e que os aprendem música, coabitam diferentes classes sociais, e onde coexistem profissionais das mais diversas áreas.

E por isso, para Job não há bandas fracas, todas são boas, muito embora para si a vencedoras dos despiques sejam, invariavelmente, as que executam a rapsódia ‘Desfolhando Cantigas’, obra que o fascina desde que há muitos anos atrás, teve oportunidade de conhecer pessoalmente Manuel Ribeiro da Silva, o agora centenário compositor que viu actuar no Coliseu do Porto, como primeiro executante de trombone da Orquestra Sinfónica do Porto, num dos cerca de dois mil concertos em que actuou durante os trinta e três anos que se manteve nessa orquestra.

O concerto da tarde foi encerrado no largo fronteiro à capela da padroeira, com a execução de uma marcha pela Marcial de Fermentelos, na cerimónia da entrega dos ramos aos elementos nomeados para compor a comissão das festas do próximo ano.

De regresso a casa para jantar, Job e a sua numerosa prole tiveram então ocasião para saborear uma apetitosa caldeirada de enguias da Pateira devidamente acompanhada por um branquinho produzido pelo próprio, pois claro; antes de fechar a refeição, que à noite se quer leve, Job não dispensou uns nutritivos rojões acompanhados de uns apetitosos grelos e pequenas batatas cozidas com pele, entremeados com duas ou três taças de espumante da bairrada. Para sobremesa, meia dúzia de bolinhos de coco, dourados e húmidos como só a pachorrenta Maria sabe fazer, apresentando-os em policromáticas formas de papel ondulado.

Reposta a estomacal desgasteira que sentia ao final da tarde, Job e os primos estavam prontos para assistir ao concerto da noite, no qual se apresentaram logo após terem ouvido o ribombar dos foguetes que anunciaram o início da noitada.

Mais uma vez as filarmónicas se bateram com galhardia no aceso despique que mantiveram, executando com aprumo e até perto da meia-noite, repertórios preparados para não frustrar a tradição nem desapontar as expectativas do numeroso público presente, o que encheu Job de satisfação.

Apesar disso, Job não conseguiu evitar que um brilhozinho húmido lhe percorresse o olhar, nem esconder o orgulho que sentiu ao ver e ouvir o Pardal com o saxofone, o Carlos com a tuba, o João e o Diogo com as trompetes, a Andreia com a flauta e o Leonardo com o clarinete, jovens de outras gerações é certo, mas tão filhos da terra e tão perranenses como ele, garantindo aos que o ladeavam que executavam com acerto e qualidade todas as notas que estavam escritas nas partituras. E por isso Job teria achado muito bem se cada um deles tivesse sido obsequiado com um simbólico ramo de flores.

Logo depois aconteceu o já esperado e monumental espectáculo de fogo de artifício, ao qual se seguiu a despedida das filarmónicas à imagem de Nossa Senhora das Febres, mais uma vez no largo fronteiro à capela da padroeira, culminada com a actuação simultânea por ambas as bandas na execução de uma marcha final, perante o caloroso aplauso dos circunstantes, premiados por maestros e músicos com o atendimento ao pedido que insistentemente fizeram de ‘só mais uma’, assim dando por terminada a noitada do principal dia de festa em Perrães.

Finda a festança Job regressou a casa. E no curto caminho que calcorreou, voltou a passar-lhe pela cabeça o que, de há uns anos para cá, sempre pensava no final de cada dia 8 de Setembro: mesmo que não voltasse a viver nenhum outro dia destes, já morreria feliz.

Mas para isso, seria importante que a Maria não se esquecesse de voltar a colocar pelo menos duas bolas de naftalina em cada bolso do casaco e das calças do fato de festa que há cerca de trinta anos comprara ao Quim alfaiate!

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Banda Marcial encerra época filarmónica em Vila Praia de Âncora

No segundo fim de semana de Setembro celebra-se a Festa em honra de Nossa Senhora da Bonança, em Vila Praia de Âncora cujo hino, com letra de Anésia Gavinho, foi composto em 2006 pelo compositor Luís Cardoso, então maestro da Banda Marcial de Fermentelos, e que nessa qualidade o ofereceu à Comissão organizadora das festividades nesse ano.

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Marcial em Merelim e Perrães

São Paio de Merelim, também designada por Merelim São Paio, é uma freguesia do concelho de Braga, formada por 18 lugares tendo como fronteiras a norte a freguesia de Prado, esta pertencente ao concelho de Vila Verde, a sul a freguesia de São Pedro de Merelim, a nascente e a poente, respectivamente, as freguesias de Palmeira e Mire de Tibães.

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Marcial regista passagem do «Dia Nacional das Bandas Filarmónicas»

No primeiro dia do próximo mês de Setembro comemorar-se-á pelo segundo ano consecutivo, o ‘Dia Nacional das Bandas Filarmónicas’, instituído pelo Conselho de Ministros em reconhecimento do trabalho que as bandas filarmónicas desenvolvem em favor da sociedade e da cultura.

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Marcial de Fermentelos em Fontão e Jancido

No próximo fim-de-semana, a Marcial de Fermentelos terá a terceira jornada dupla da presente época, actuando em Fontão e Jancido.

Assim, no dia de sábado, a Marcial estará no concelho de Ponte de Lima, participando nas Festas em honra de Nossa Senhora dos Remédios, na freguesia de Fontão, onde actuará desde as 14.30h à 1h da madrugada, em despique com a Banda de Música da Trofa. Com pouco mais de um milhar de habitantes, esta localidade tem na agricultura e pecuária, na transformação de madeira, serralharia, construção civil, indústria têxtil e pequeno comércio as suas principais actividades económicas, e no cabrito à fontanense a sua especialidade gastronómica. Tendo São Tiago como orago, as tradições festivas homenageiam S. João, S. Tiago e S. Cristóvão no dia 25 de Julho; a homenagem à Nossa Senhora dos Remédios realiza-se no último fim de semana de Agosto, e será nestas festividades que a Banda Marcial marcará presença este ano, no próximo sábado, dia 23.

No dia seguinte, domingo, a Marcial rumará a Jancido, lugar da freguesia da Foz do Sousa no concelho de Gondomar, onde participará nas festas em honra de Santo Ovídio, onde actuará desde as 8h da manhã até à 1h da madrugada, em despique com a Banda Marcial de Freamunde.

Os interessados em acompanhar a Marcial podem reservar o respectivo lugar no autocarro através dos telefones 234191590 (Ester Pepino) e 234721004 (Barbearia Costa).

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